O Brasil – e o Rio de Janeiro – recebe sua primeira montagem da peça britânica Cruise, aqui rebatizada como Cruise – minha última noite na Terra, com estreia marcada para 10 de outubro de 2026 às 20h, quando o ator e idealizador Igor Cosso sobe ao palco do Teatro Glaucio Gill sob a direção de Orlando Caldeira (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio PRIO de Humor de Melhor Direção pela mesma peça).
Já encenada no Reino Unido, África do Sul, Austrália e México, a peça, inédita no Brasil, é baseada em histórias reais coletadas pelo autor britânico Jack Holden, quando trabalhava como voluntário na central de atendimento de apoio LGBTQ+ Switchboard.
Cruise relata o encontro de duas gerações de homens gays: Jack, um jovem voluntário de um serviço telefônico de apoio à comunidade LGBTQIAPN+, e Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80, que busca o serviço. Numa ligação que dura a madrugada inteira, Jack é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, revivendo as paixões, as dores e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis.
A peça é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década, e uma homenagem à geração de pessoas LGBTQIAPN+ que enfrentaram o terror e a ignorância da época do surgimento do HIV.
Quando li o texto pela primeira vez, tive uma catarse. Entre choro e risadas, só tive uma certeza: eu precisava contar essa história de todo jeito. Um ano se passou entre produção, pesquisa, mergulho e encontro com artistas maravilhosos que, ao serem apresentados à peça, pulsaram o mesmo sentimento que o meu. A peça honra uma geração de pessoas LGBTQIAPN+ que viveu, amou, dançou e sobreviveu em meio ao surgimento da House Music da década de 80, e ao terror da epidemia de HIV/AIDS. Ao revisitar a cultura das pistas dos anos 80, CRUISE revela a música e a dança como espaços de acolhimento, pertencimento e resistência. Em meio ao pânico moral, à violência, à negligência e ao luto provocados pela crise do HIV/AIDS, a pista de dança se tornou um lugar onde a dor podia ser transformada em movimento, música e vida. É sobre memória, liberdade e a urgência de viver e dançar como se fosse a nossa última noite na terra, celebra Igor Cosso, ator e idealizador.
Por meio do encontro entre as gerações contemporânea e a que sobreviveu à epidemia da AIDS nos anos 80, a peça reflete sobre a urgência de viver, o envelhecimento queer e a importância de se preservar o legado histórico de toda uma geração sacrificada pelo então desconhecimento cientifico e consequente aumento do preconceito em relação à população LGBTQIAPN+.
Cruise faz refletir sobre a importância de honrar a geração de gays que atravessou os anos 80 e enfrentou o pânico moral, a negligência e o luto, e transformou a cena musical através da House Music. A pista de dança era território sagrado, um templo laico onde corpos marginalizados encontravam abrigo e pertencimento. Cruise é um convite à reconexão geracional. Mostra aos jovens LGBTQIAPN+ de hoje que sua história não começou ontem e que a alegria da pista sempre foi uma tecnologia de sobrevivência, resistência e luta, fortalecendo nossa comunidade, conclui Orlando Caldeira, diretor.
Jack (Igor Cosso) é um jovem voluntário de um serviço de apoio telefônico à comunidade LGBTQIAPN+, mas não sabe muito bem como lidar com as angústias e demandas que o seu público traz. Até que, numa noite, atende à ligação de Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80. Durante uma longa madrugada ao telefone, o jovem é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, descobrindo as dores, os amores, as perdas e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis. A conversa com Michael provoca uma transformação definitiva na relação de Jack com sua própria sexualidade e com a comunidade LGBTQIAPN+.
Ficha Técnica
Idealização e elenco: Igor Cosso
Texto: Jack Holden
Direção: Orlando Caldeira
Tradução: Rodrigo Nogueira
Cenografia e Iluminação: Vino Fragoso
Figurino: Tiago Ribeiro
Música Original: Fabio Mondego e Fael Mondego
Assistente de Direção: Olivia Gold
Consultor Coreográfico: Heron Leal
Fotos: Moa Almeida
Costureira: Maria de Jesus
Identidade Visual: Lucas Sancho
Marketing: Lucas Sancho e Luis Rodrigues
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação: João Pontes e Stella Stephany
Produção de Base: Carinne Namba
Produção Executiva: Xandy
Direção de Produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim
Realização: COSSO PRODUÇÕES
Serviço
Estreia: 10 de outubro (sábado), às 20h
Onde: Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana / RJ
Horários: sábado, domingo e segunda às 20h
Ingressos: R$70,00 e R$35,00 (meia) em https://funarj.eleventickets.com / e na bilheteria de 2ª a 6ª das16h às 21h, sab e dom das 15h às 21h
Capacidade: 104 espectadores
Duração: 75 min
Gênero: odisseia queer
Classificação: 18 anos
Acessibilidade: sim
Temporada: até 02 de novembro

