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Com direção de Fernando Philbert o monólogo Selvagem estreia no Teatro Gláucio Gill
Mariana, uma obstetra brasileira marcada por inquietações pessoais e profissionais, decide abandonar a vida que conhece para atuar em uma missão humanitária no Sudão do Sul, país devastado pela guerra civil. Longe de suas referências e confrontada pela violência, ela mergulha em uma realidade extrema que desafia suas certezas e transforma profundamente sua maneira de existir.
A busca de uma mulher por autoconhecimento e transformação pessoal costuma envolver experiências profundas e corajosas. Pode ser uma jornada dolorosa, que pressupõe disposição para enfrentar grandes desafios. Essa reflexão é o ponto de partida do monólogo Selvagem, que estreia dia 13 de agosto, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Com texto de Marília Passos e direção de Fernando Philbert, a atriz Gabriela Rosas dá vida a Mariana, uma obstetra desencantada com seu casamento e a vida que leva no Brasil. Em busca de novos caminhos, ela se voluntaria para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras no Sudão do Sul, um país devastado pela guerra civil. O espetáculo fica em cartaz às quintas e sextas-feiras, às 20h, até 4 de setembro.
Inspirado no romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti 2023, o espetáculo constrói uma narrativa intensa e poética sobre a nova rotina de Mariana em um ambiente violento, hostil e imprevisível. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com tantos e novos desafios, a médica vive uma paixão arrebatadora por Nino, um médico brilhante e enigmático que lhe apresenta uma nova forma de enxergar o mundo e a si mesma. A trama também propõe discussões sobre as violências e limites vividos pelo corpo feminino e as complexidades da maternidade.
A ideia nasceu do desejo de contar uma história de amor ambientada em um lugar extremo. O Sudão do Sul surgiu justamente por reunir tragédia e força, violência e encantamento. Mas, ao longo da escrita, percebi que essa era, acima de tudo, a história de uma mulher que encontra coragem para romper com uma vida infeliz e descobre que a transformação que procura não está no outro, mas dentro de si, descreve a autora Marília Passos. A adaptação do livro para a peça foi muito rica. Novas camadas e leituras surgiram ao longo desse percurso. A criação nunca termina, completa.
Ao longo da peça, somos convidados a testemunhar a fragilidade que se transforma em força, o amor que exige renúncias e as incertezas que, paradoxalmente, trazem novas alegrias. O formato de monólogo amplifica a vulnerabilidade e a intimidade da personagem, criando uma conexão profunda entre a atriz e o público, que compartilha de perto suas reflexões e emoções íntimas. O que mais me emociona ao interpretar Mariana é acompanhar a coragem dela de sair de uma vida estável e se lançar ao desconhecido em busca de se sentir viva novamente. Ao enfrentar situações extremas, inclusive no amor, ela encontra força para seguir em frente e transformar a própria história. Espero que o público seja atravessado por essa trajetória e saia do espetáculo refletindo sobre seus medos, desejos e sobre a coragem necessária para mudar a própria vida, destaca a atriz Gabriela Rosas.
O diretor Fernando Philbert reforça que, ao abordar diferentes camadas da experiência feminina, o espetáculo abre espaço para múltiplas leituras e reflexões. O foco da peça não é a guerra nem a violência em si, mas a transformação dessa mulher. O que nos interessava era acompanhar essa virada de chave, a descoberta de uma nova forma de viver e de amar. Ao mesmo tempo, o espetáculo aborda questões femininas muito importantes, como a maternidade, a sobrecarga mental e as pequenas violências cotidianas, reflete.
O projeto Selvagem é uma iniciativa do Ministério da Cultura, com realização da Sete Veredas Produções, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Fiha ténia:
Direção: Fernando Philbert
Texto: Marília Passos
Adaptação: Marília Passos, Gabriela Rosas e Fernando Philbert
Elenco: Gabriela Rosas
Música original: Marcelo Alonso Neves
Direção de movimento: Monique Ottati
Iluminação: Vilmar Olos
Cenografia: Natália Lana
Figurino: Tiago Ribeiro
Costura do figurino: Maria de Jesus
Assistente de direção: Monique Ottati
Cenotécnico: André Salles
Cenógrafa assistente: Alessandra Rodrigues
Costureira de cenário: Nice Tramontin
Cenotécnica: A Salles Cenografia, André Salles, Walmir Jr., Wellington Carmo e Marcinho Domingues
Diretor de palco: Raul Mororó
Operador de luz: André de Carvalho
Fotos: GuiMaia
Assistente de fotografia: Wagner Alves
Maquiagem e cabelo: Vitor Martinez
Coordenação de produção: Heder Braga
Assistente de produção: Malu Gonçalves
Operação de som: Ana Lúcia Lima
Designer gráfico: Dinho SantozAssessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Idealização: Gabriela Rosas e Marília Passos
Produtora administrativa: Aryane Barcelos
Controller: Priscila Cardoso
Contabilidade: Joelma Matos
Jurídico: Marilene Teixeira
Produção e Gestão de Projeto: Dinho Santoz / Sete Veredas Produções
Serviço:
Selvagem
Temporada: de 13 de agosto a 4 de setembro de 2026
Dias e horários: quintas e sextas-feiras, às 20h
Teatro Gláucio Gill: Praça Cardeal Arcoverde, s/nº, Copacabana, Rio de Janeiro.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Lotação: 150 pessoas
Duração: 1h15
Sessões com intérprete de Libras: 20 e 28 de agosto
Venda online: https://funarj.eleventickets.com/
Classificação: 14 anos
Teatro Infância
O musical infantil Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças faz nova temporada na EcoVilla Ri Happy
O oitavo espetáculo do projeto Grandes Músicos para Pequenos apresenta o legado de Rita Lee para as novas gerações, em trama sobre liberdade e a importância de lutar pelos nossos sonhos
Rainha do rock brasileiro, Rita Lee tem recebido uma série de bem-vindas homenagens em shows, na literatura, no cinema, programas de TV e nos palcos. Em seu oitavo espetáculo, o projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’ decidiu mostrar o inesquecível legado da artista para as crianças. Elogiado pelo público e por críticos especializados, Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças faz nova temporada na EcoVilla Ri Happy, no Jardim Botânico, a partir de 8 de agosto, às 16h. A trama reverencia a vida e a obra de Rita Lee, ícone da liberdade, da autenticidade e da criatividade. A dupla de criadores, formada por Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, estreia, no mesmo dia e espaço, o premiado “TcHiBuM! – A Liga Aquática”, com sessões às 11h.
Com texto de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais, direção musical de Guilherme Borges e coreografias de Natacha Travassos, o espetáculo mostra que ninguém é pequeno demais para ter sonhos grandes. Ritinha Rock & Roll foi indicado a diversos prêmios pelo Centro Brasileiro de Teatro para Infância e Juventude. A trama acompanha a história de uma menina cheia de imaginação que deseja mudar o mundo com muito rock’n roll. Entre aventuras na escola e a defesa dos animais de um circo, Ritinha descobre a força da música para expressar suas ideias e transformar o mundo ao seu redor. No elenco, estão Julia Gorman (no papel de Ritinha), Pedro Henrique Lopes, Aline Carrocino, Tecca Maria, Pablo Ascoli e Lucas Menezes.
A coragem e a irreverência de Rita Lee norteiam o espetáculo. A gente conta a história de uma menina que não se conformava com o mundo em que estava inserida e de como ela conseguiu ser uma semente para muitas mudanças. Estudando a obra e a vida de Rita para o espetáculo, a gente percebe o quanto ela foi essencial para a evolução da nossa sociedade. Rita Lee segue sendo fundamental, celebra o autor e ator Pedro Henrique Lopes.
O espetáculo reúne sucessos inesquecíveis de Rita Lee, como “Lança Perfume”, “Chega Mais” e “Jardins da Babilônia”, e convida toda a família a cantar, dançar e se emocionar. Este é o oitavo espetáculo do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, criado com o objetivo de apresentar os grandes nomes da MPB para as novas gerações, em espetáculos que reúnem toda a família. Depois de Luiz Gonzaga, Braguinha, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas, Elis Regina e Elza Soares, Rita Lee recebeu a merecida homenagem do projeto.
Hoje, o desafio é tirar não só as crianças, mas também os adultos de frente às telas. Com os espetáculos do Grandes Músicos para Pequenos, que resgatam a memória afetiva e o legado de importantes artistas brasileiros, conseguimos criar um programa cultural que é interessante para todas as gerações da família. A música desde sempre foi e segue sendo um elo para unir crianças e adultos. Pra nós, é uma realização ver essa conexão acontecer dentro do teatro, comenta o diretor Diego Morais.
Ficha técnica:
Direção Geral: Diego Morais
Direção Musical: Guilherme Borges
Coreografias: Natacha Travassos
Roteiro Original: Pedro Henrique Lopes
Elenco: Julia Gorman, Pedro Henrique Lopes, Aline Carrocino, Tecca Maria, Pablo Ascoli e Lucas Menezes
Cenário: Victor Aragão e Diego Morais
Figurinos: Clivia Cohen
Assessoria de Imprensa: Racca Comunicação (Rachel Almeida)
Direção de Produção e Realização: Entre Entretenimento
Serviço:
Ritinha Rock & Roll – Rita Lee para Crianças
EcoVilla Ri Happy: Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico
Temporada: De 8 de agosto a 6 de setembro de 2026
Telefone: 3553-2616
Dias e horários: Sábados e domingos, às 16h
Ingressos: Plateia vip: R$ 120 e R$ 60 (meia-entrada); Plateia lateral: R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada)
Lotação: 325 pessoas
Duração: 1h05
Classificação: Livre
Venda de ingressos: na bilheteria da EcoVilla ou no site Ingresso.com
A bilheteria funciona de terça a domingo, das 9h às 18h.
Não é preciso comprar a entrada do Parque, apenas o ingresso para a programação.
Acessibilidade completa em todas as sessões (libras, legendagem, fones abafadores e audiodescrição
