Com direção e dramaturgia de Amora Tito, a cia mineira celebra 35 anos com estreia de sua 24ª peça, no Petrobras Futuros- Arte e Tecnologia, dia 3 de setembro às 19h, e que reflete sobre a exploração desenfreada do planeta. A peça traz como personagens três sacolas plásticas que emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. Neste encontro, compartilham suas experiências como testemunhas da vida dos humanos em terra, seus hábitos e desejos. Ao invés de se decomporem, aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida humana.

Com sede própria em Nova Lima (MG), o Grupo Armatrux, uma das referências do teatro de grupo no Brasil, dedica-se à pesquisa cênica que transita entre teatro físico, música, circo, objetos, dança e bonecos. Já se apresentou no Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Colômbia e Peru, em todas as regiões do Brasil e em mais de 60 cidades de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, se apresenta pela 20ª vez desde 1993.

Com sede própria em Nova Lima (MG), o Grupo Armatrux, uma das referências do teatro de grupo no Brasil, dedica-se à pesquisa cênica que transita entre teatro físico, música, circo, objetos, dança e bonecos. Já se apresentou no Chile, Uruguai, Argentina, Equador, Colômbia e Peru, em todas as regiões do Brasil e em mais de 60 cidades de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, se apresenta pela 20ª vez desde 1993.

A peça Mordida Exploratória estreia no centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia, no Flamengo, dia 3 de setembro, com entrada gratuita. O projeto cultural foi selecionado pela chamada pública nacional Brasilidades & Futuros do Instituto Futuros e patrocinada pela Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura.

O Grupo Armatrux completa 35 anos de trajetória em 2026 trazendo ao Rio seu mais novo espetáculo, uma metáfora sobre o desmonte ambiental, social e de gênero. Direção e dramaturgia são de Amora Tito, e no elenco estão Paula Manata, Rogério Araújo e Michele Bernardino.

Três sacolas plásticas emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. As sacolas compartilham o que viram, sentiram e vivenciaram antes de se encontrarem, e narram umas às outras suas experiências: como as pessoas vivem suas vidas, compartilham seus desejos e questionam seus hábitos. Ao invés de se decomporem, elas aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida.

O título da peça refere-se a um termo biológico sobre o comportamento natural de determinados animais, como tartarugas e tubarões, que mordem para investigar objetos ou seres desconhecidos, já que não possuem mãos. No palco, o termo ganha contornos políticos, como explica a diretora e dramaturga Amora Tito: É uma metáfora para as mordidas que exploram corpos políticos, bens naturais e as potencialidades de ser; arrancar pedaços da liberdade, da expressão, da terra, dos direitos e dos desejos como medida que ameaça as existências. Como uma voçoroca que engole a terra, como tratores que arrancam minerais, como um tubarão que morde um pedaço de algo para perceber o que é. É o ato de tirar um pedaço de algo apenas para sondar, sem digerir, deixando um vazio preenchido por plástico.

O cenário traz ao fundo uma parede gigante formada por sacolas plásticas (procedentes de doação), e sua interação com a luz e projeções cria diferentes texturas e ambientes, que vão desde o fundo do mar ao céu e organismos vivos que se movem. Há ainda em cena, além de uma mesa e três cadeiras, um número enorme de sacolas plásticas que, manuseadas pelos atores, mudam constantemente de lugar criando ambientes ora acolhedores, onde os personagens se aninham, ora opressores, quando são inteiramente cobertos por elas.

A dramaturgia do espetáculo é atravessada por questões macropolíticas e sociais e suas consequências para o ecossistema. “Nossa pesquisa passa pelo desmonte de gênero, político, urbano, ecológico, entre outros. Ao longo do processo, ampliamos nossa visão para incluir desmontes pessoais, ‘microdesmontes’ e a rotina de desconstruir-se e reconstruir-se para as tarefas cotidianas. Cada corpo buscou o seu desmonte, as mordidas que o exploram”, destaca Amora Tito, diretora.

Ficamos encantados com sua (de Amora Tito) dramaturgia repleta de imagens e profundamente lírica. O processo de criação foi orgânico: enquanto o grupo explorava improvisações no tablado, Amora tecia o texto em tempo real, transformando gatilhos e ideias em dramaturgia. Desse diálogo, seu olhar precioso transbordou naturalmente para a direção e a encenação, comenta Paula Manata.

É um trabalho que nasce do ‘tablado’, da escrita feita no corpo e para o corpo, resultando em uma encenação plástica e repleta de camadas simbólicas, define o grupo.

A experiência do Armatrux se renova através do diálogo com novas vozes da cena mineira e com artistas já parceiros de antigos trabalhos, como Richard Neves (Pato Fu), que assina a trilha sonora original, e o escultor e bonequeiro Eduardo Felix (Pigmalião Escultura que Mexe), responsável pelo cenário, objetos e bonecos. A equipe conta ainda com Agnes Antônia no figurino e caracterização, e com a preparação corporal de Patrícia Manata, gestora do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa e Armatrux), e da bailarina Nadja Kai-Kai, responsável também pela coreografia da obra.

Ficha Técnica:

Direção e Dramaturgia: Amora Tito

Atuação: Michele Bernardino, Paula Manata, Rogério Araújo

Trilha Sonora Original: Richard Neves

Criação de Cenário, Objetos de Cena e Boneco: Eduardo Felix

Figurino e Caracterização: Agnes Antônia 

Preparação Vocal: Michele Bernardino 

Preparação Corporal e Coreografias: Nadja Kai-Kai e Patrícia Manata 

Criação de Luz: Cristiano Araújo

Coordenação de Produção: Tina Dias

Coordenação do Projeto: Ana Freire | Pop Produções Artísticas

Gestão financeira: Rodrigo Marques | Pop Produções Artísticas

Produção executiva (Rio): Joyce Cordeiro

Projeções Mapeadas: André Veloso

Provocadores Artísticos: Kelly Crifer, Lucas Fabrício e Guilherme Morais

Confecção de Cenário, Objetos de Cena e Boneco: Tim Santos

Assistência de Figurino e Caracterização – Gusta Assis e Kellé

Masterização e Mixagem: Felipe Fantoni

Técnico de Som e Projeção: Vinicius Souza 

Técnico de luz – João Gioia

Assistente técnico de luz – Arthur Calazans

Coordenação de Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte (Beatriz França)

Redes Sociais e Tráfego: Rizoma Comunicação & Arte (Letícia Leiva e Matheus Carvalho)

Criação Arte Gráfica: Filipe Lampejo e Bernardo Manata

Designer (RJ): Cíntia Marques / Projeto Ande

Fotos de divulgação: Poly Acerbi e Jefferson Ahzul

Vídeos de Divulgação (RJ): Léo Alcântara / Projeto Ande

Captação de Vídeo: Luiz Felipe Fernandes, Léo Fontes, Jefferson Ahzul e Laboratório Em Rede (C.A.S.A.)

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

Correalização: Pop Produções e Grupo Armatrux

Gestão: Instituto Futuros

Patrocínio: Petrobras

Realização: Ministério da Cultura

Serviço:

Mordida Exploratória

Eatreia: 03 de setembro (5ªf), às 19h

Onde: Teatro Petrobras Futuros – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo / RJ

Entrada Franca – retirada de ingressos gratuitos em www.sympla.com.br

Horários: 5ª e 6ªf, às 19h; sab e dom às 16h e 19h / Capacidade: 63 lugares / Duração: 70 min / Gêmero: teatro contemporâneo / Classificação: 12 anos / Curta temporada: até 14 de setembro

Obs: sessão de quinta 10/09 transferida para segunda 14/09

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